Apesar de ser uma função natural do corpo, o excesso de suor é responsável por constrangimento e desconforto, principalmente em um ambiente de trabalho, onde todos se conhecem e convivem todos os dias.

Ninguém quer ser lembrado como o “fulano” que vive suado ou “cicrano” que tem marcas em suas camisas. O suor nada mais é que a maneira e o corpo regula a temperatura, pela perda de água e sais minerais, mas o excesso de transpiração excessiva é um verdadeiro incômodo por causar desconforto e constrangimento. 

Seja no transporte público, em uma festa ou mesmo na chegada ao trabalho, esse é um dado que não consegue passar despercebido pelos que o cercam. O problema pode ser provocado, além do calor, por fatores orgânicos ou psicológicos, como em situações de tensão ou apreensão, ou mesmo diabetes, hipertireoidismo,consumo de comidas calóricas e condimentadas, obesidade, menopausa ou pelo uso de medicamentos antidepressivos. 

No entanto, mantenha a calma, pois este problema tem solução e o primeiro passo é procurar um especialista para checar a sua origem. No mais, existem algumas dicas para amenizar este incômodo. A primeira é utilizar roupas claras, pois as versões escuras, além de absorver mais calor, evidenciam as marcas de suor. O tecido também é fundamental nesse processo já que os feitos de algodão ou de linho absorvem mais o suor. Nada de tecidos sintéticos, como lycra ou poliéster, pois eles dificultam a evaporação.

Falando em roupas, não divida roupas ou calçados nem com parentes ou grandes amigos. Quem divide essas peças pode também estar compartilhando bactérias responsáveis pelo mau odor provocada pelo excesso de transpiração. Outra dica é alternar o uso de calçados, já que
utilizar o mesmo par de sapatos por dois dias seguidos acumula mau odor. Utilizar palmilhas absorventes, que devem ser substituídas freqüentemente.

Os tipos de desodorante também são importantes nessa história: prefira os antiperspirantes ou antitranspirantes, responsáveis por reduzir a produção de suor/transpiração com a ação de compostos a base de alumínio. Eles obstruem os ductos das glândulas sudoríparas, reduzindo a produção de suor. Se há mau odor, escolha desodorantes que contenham bactericidas em sua fórmula.

Evitar banhos quentes é muito importante já que ele eleva a temperatura do corpo. Por isto muitas pessoas mal saem do banho e já estão tão suadas ou mais do que antes de entrar no banheiro. Quanto a tratamentos caseiros, fazer compressas com chá preto pode atenuar o problema. Isto porque o chá contém ácido tânico, responsável por inibir a produção de suor.

Quanto a tratamentos clínicos, a ionização, que utiliza aparelhos portáteis, é capaz de reduzir a transpiração. O tratamento deve ser aplicado duas vezes ao dia durante os 10 primeiros dias. Após isto, as aplicações passam a ser semanais. Já a  toxina botulínica, popularmente conhecida como botóx não é indicado apenas para a luta contra as rugas. Podendo ser aplicado nas axilas nas palmas das mãos e plantas dos pés, torna-se um aliado contra o excesso de transpiração.

Terça, 06 Maio 2014 15:26

Prevenção aos problemas de coluna

Mal estar acarreta todos os tipos de trabalhadores e pode ser resolvido com algumas dicas para o dia-a-dia

 

Não importa se você trabalha sentado, de pé ou caminhando, tampouco se sua função é digitar ou carregar peso: você está sujeito a dores de coluna. Este problema, comum na vida do trabalhador, é uma constante preocupação já que a coluna é o eixo central do corpo e é exigida em quase todos os movimentos que fazemos em tarefas do nosso cotidiado. A má postura em conjunto com móveis sem adaptação ergonômica, intensificam o mal estar e a preocupação, que de tão grave levou o Ministério da Saúde a listar dicas para que os empregados e empregadores tenham o cuidado com a saúde facilitados.

Os cuidados começam na hora do sono e a escolha do travesseiro é essencial. Nada de travesseiro muito fino ou muito macio, pois eles alteram a curvatura da coluna, portanto, o ideal é que a pela tenha a mesma altura entre a cabeça e o ombro. Especialistas indicam que a melhor maneira de dormir é de lado, com um travesseiro na cabeça e outro entre as pernas. Caso você prefira dormir de barriga para cima, a indicação é colocar um travesseiro abaixo dos joelhos, enquanto outro proteja a cabeça. O mais correto mesmo é evitar dormir de bruços, já que a respiração se torna mais difícil e a posição força a coluna. O colchão indicado é o ortopédico ou semi-ortopédico, respeitando peso e altura.

Saindo da cama, ao levantar-se, alongue o corpo virando de lado, apoiando nos braços e conduzindo as pernas para fora da cama. Toda vez em que ficar de pé, policie-se para contrair os músculos da barriga e das nádegas periodicamente, pois é uma técnica de relaxamento que alivia as dores na coluna. Ao trabalho: quando a atividade é feita de pé, por muito tempo, repouse alternadamente um dos pés sobre um objeto.

Toda vez em que for caminhar, mantenha as costas retas, o abdome contraído e o olhar fixo para a frente. Caso você ande bastante durante o dia, a indicação é de um sapato com salto de base larga e leve, com, no máximo 4 cm de altura. Nada de salto alto, principalmente fino, para as mulheres. Quando precisar elevar um objeto pesado do chão, abaixe com as pernas flexionadas e o levante devagar.

Em tarefas que necessitem agachamento, flexione os joelhos e mantenha as costas retas. Caso você trabalhe em frente a uma mesa, principalmente em um computador, é fundamental que você mantenha as costas retas, sem curvar-se para frente ou “jogar-se” para trás, isso também vale para os motoristas de ofício. A posição correta é utilizar o encosto da cadeira e as pernas abaixo da mesa sem cruzá-las. No entanto, persistindo os sintomas, é essencial que você procure um médico ou uma terapia de correção de postura.

Sexta, 02 Maio 2014 12:57

Saúde em primeiro lugar

Uso de protetor solar é indispensável para quem trabalha sob o sol

O bom empregador entende que a saúde dos seus trabalhadores vem em primeiro lugar, principalmente, durante o horário de trabalho. Pensando nos empregados que exercem sua função sob a irradiação direta do sol, em ambientes abertos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou o Consenso Brasileiro de Fotoproteção, o primeiro documento oficial com recomendações sobre proteção solar no País. Levando em consideração que o não cuidado com a pele é responsável por 25% dos casos de câncer no país, por conta da exposição a radiação ultravioleta, especialistas elaboraram a cartilha que ressalta os cuidados com o sol.

O Consenso determina a exigência do uso de protetores de pele para evitar essa alta incidência de radiação UV que ao atingir as camadas mais profundas da epiderme e da derme que, além de potencialmente cancerígena, provoca o envelhecimento precoce da pele.

Algumas cidades brasileiras já tornaram obrigatório o uso de protetores solares para os empregados que trabalham ao ar livre e o produto é fornecido pelo empregador. Enquanto isso, diversos projetos de lei pertinentes ao tema tramitam nas Casas Legislativas para atender acordos coletivos firmados para a garantia desse direito.

Mas você sabe usar o protetor solar? Os protetores solares devem ser reaplicados, no mínimo, a cada 2 horas. Quanto a quantidade, existe uma dica simples que é a regra do chá. Ela utiliza uma colher de chá como medidor da quantidade de creme que você deve passar em determinadas áreas do corpo. Confira abaixo:

1 colher de chá (para cada parte citada):

Cabeça, rosto, pescoço, braço e antebraço (uma porção para o esquerdo e outra para o direito)

2 colheres de chá (para cada parte citada):

Coxa e perna (direita e esquerda) e tronco (frente e costas).

Estreitando laços com o trabalhador, instituição amplia atuação virtual para informar e atender os associados

Há mais de 50 anos, o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (SEEACMRJ) luta pelos interesses da categoria profissional. Sempre em busca de avanços importantes para o bem-estar do trabalhador e de sua família, o Sindicato busca também a sua própria modernização para facilitar a comunicação com o trabalhador.

A melhor maneira de estreitar essa relação é consolidando o atendimento físico, ainda realizado na R. Dr. Satamini, 189, na Tijuca, mas também ampliando as nossas conexões com os associados a partir dos meios virtuais. Assim, repaginamos o nosso site com alterações que vão além do visual, ao mesmo tempo em que estamos lançando uma página para comunicação pelo Facebook.

Esses dois canais serão responsáveis por trazer interatividade com o trabalhador. Como? Tirando dúvidas e debatendo temas importantes para a classe. Para isso, compartilharemos informações atualizadas sobre os acordos coletivos da categoria, bem como notícias de interesse dos associados.

Tanto no portal, quanto no Facebook, divulgaremos informações jurídicas, bem como as já conhecidas opções de cadastramento, solicitação de documentos e homologação, sem esquecer, é claro, da Saúde do Trabalhador. Além disso, há opção de cadastramento no sindicato para novos associados e de currículo, para quem procura um emprego na área para que aumentemos ainda mais a nossa força e atuação no município.

Curta nossa página no Facebook acessando - www.facebook.com/AsseioMRJ

 

Em homenagem ao Dia mundial em memória das vítimas de acidente de trabalho e doenças ocupacionais, o Sindicato dos Empregados em Asseio do Município do Rio fará no próximo dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, um ato público e distribuição de panfletos na Praça da Apoteose, com o objetivo de conscientizar trabalhadores e sociedade sobre a necessidade de proteção do trabalhador. A iniciativa também terá o apoio da UGT que participa da campanha ativamente aproveitando a data festiva.

Coordenando o ato pelo Sindicato está o secretário-geral Olímpio Barroso que há muitos anos acompanha todo tipo de projetos e políticas públicas de governo e sindicato parceiros no combate à negligência quanto a proteção e à saúde do trabalhador no ambiente onde exerce sua profissão.

“Esse tipo de campanha pode parecer lugar comum, mas não é. Nessa luta, temos de ser incansáveis na busca de conscientização de governo, patrões e trabalhadores, que muitas vezes esquecem-se da importância da proteção e da saúde de quem é imprescindível para o crescimento desse país. Vamos distribuir panfletos de campanha e conscientização e acreditamos que essa é a melhor hora. Lembrar do trabalhador não deve ser ato de um único dia no ano, mas de todos os dias”, enfatiza Olímpio.

Dados gerais sobre vítimas no mundo

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, em todo o mundo, cerca de 270 milhões de trabalhadores são vitimados em decorrência de acidentes de trabalho todos os anos. Em nosso país, somente entre trabalhadores formais, com vínculo celestista, que correspondem a 30% da População Economicamente Ativa, foram contabilizados 653.090 acidentes de no ano de 2007.

O direito universal à saúde é uma conquista da cidadania brasileira, garantida na Constituição Federal, em seu artigo 196, como “... um direito de todos e um dever do Estado garantido mediante políticas sociais e econômicas...”. A Saúde do Trabalhador está contemplada no âmbito deste direito na própria Carta Magna, disposta em seu artigo 200 como competência do Sistema Único de Saúde. Nesse sentido, as questões que associam saúde e trabalho deixam de se relacionar exclusivamente à relação entre trabalhador e empregador, passando a ser também um objeto da Saúde Pública.

Para cumprir com o seu dever de Estado, o Governo Federal, em ações articuladas entre os Ministérios da Saúde, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego, vem desenvolvendo uma Política Nacional de Saúde e Segurança do Trabalhador, PNSST. Entre as ações estratégicas desta Política, pode-se, destacar: a implantação de 178 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador no SUS; a realização da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador – 3ªCNST (convocada pelos três Ministérios); novo método para concessão de benefícios previdenciários acidentários pelo INSS (nexo técnico epidemiológico).

Porque o dia 28 de abril

Em 28 de abril de 1969, a explosão de uma mina nos Estados Unidos matou 78 trabalhadores. A tragédia marcou a data como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho. Encampando essa luta, mas com foco na prevenção, a Organização Internacional do Trabalho instituiu em 2003, o 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho.

No dia 28 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção contra a LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo/Doença Osteomusculares Relacionada ao Trabalho). Essa doença é um conjunto de síndromes – quadros clínicos, patologias – que atacam os nervos, músculos e tendões. Está relacionada aos movimentos repetitivos, excesso de peso, jornadas extenuantes e falta de equipamentos adequados nos locais de trabalho. Todos esses fatores interferem são determinantes para o aparecimento dessa síndrome.imagesCA24U70U

Segundo dados de 2008 do Ministério da Previdência Social, a maior incidência de LER/DORT nos períodos de outubro, novembro e dezembro de 2008, foi no setor industrial. Dos 32.112 casos da doença, a indústria liderou as estatísticas com 5.595 casos.

Os ramos de Asseio e Conservação e da Construção Civil também aparecem nesse quadro alarmante. As notificações de acidentes e de doenças profissionais estão relacionadas quase que exclusivamente a LER/DORT e traumatismos em geral, quedas, choques e escoriações.

Esses são dados oficiais porque a incidência de casos não notificados, que é uma pratica comum em muitas empresas, também é muito grande.

Outro problema enfrentado por trabalhadores que tem essa doença, é que muitas vezes esses não conseguem se afastar para o tratamento. Esse é um direito garantido em lei, mas que diversas empresas descumprem e ainda demitem ou cometem assédio moral, rotulando o trabalhador como “preguiçoso”.

images6INSS ignora situação de trabalhador

O descaso do INSS (Ministério Da Previdência Social) no atendimento ao lesionado também é outro fator a ser denunciado. Após a confirmação da doença, esses trabalhadores são encaminhados ao órgão para a realização da pericia. Esses, em muitos casos, são maltratados pelos peritos, que na maioria das vezes, não são especialista na doença da qual o lesionado esta tratando.

Isso faz com que esses trabalhadores não tenham o reconhecimento de suas doenças como doenças do trabalho, sendo-lhes negado o B-91 (Auxílio Doença Acidentário).

Outro martírio enfrentado pelos lesionados é a chamada alta programada. Ao voltar para empresa, o trabalhador muitas das vezes ainda não está curado. O médico da fábrica ou empresa devolve esse trabalhador para o INSS e este tem que entrar com um recurso.

Enquanto perdurar este recurso o trabalhador fica sem salários e só recebe se for dado provimento ao seu recurso. Isso tem levado os trabalhadores quase que à loucura e até ao suicídio.

Outra prática comum é de quando uma há uma política de cortes de funcionários nas empresas, os mais visados a serem demitidos são os lesionados, O próprio Ministério Público do Trabalho já reconheceu a irregularidade das demissões. A falta de fiscalização e omissão por parte do Ministério do Trabalho nos locais de trabalho, também é um agravante para o aumento da doença nos últimos anos.