Terça, 25 Junho 2019 17:18

SIEMACO-RIO Realiza mais de 20 Aferições de Insalubridade por Mês em Escolas e Gerências

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=> Média de 6 locais vistoriados por semana atende à sugestão do MPT e também à necessidade da categoria

Até agora, o Siemaco-Rio já realizou, em pouco mais de um mês, 41 aferições de insalubridade em escolas do município do Rio e gerências da Comlurb. Foram 34 aferições em escolas e sete em gerências da Companhia. A média é de seis vistorias por semana.

Esse índice atende perfeitamente o que ficou registrado na ata do acordo com a Comlurb celebrado no Ministério Público do Trabalho (MPT), no mês de maio, quando ficou acertada a aferição do nível de insalubridade das atividades de APAs, Vigias e Auxiliares de Serviços Gerais. Ao todo serão visitadas 342 unidades escolares.

- Mais do que atender ao MPT, nós estamos trabalhando para atender ao trabalhador que já está submetido à função insalubre há muitos anos e precisa receber o seu direito - destacou o companheiro Meireles, presidente do Sindicato.

De acordo com o previsto no MPT, seriam pelo menos dez locais de trabalho vistoriados ao mês. Contudo, desde o dia 15 de maio, data oficial de início dos trabalhos, o Sindicato vem imprimindo um ritmo forte nas aferições e já foram vistoriadas muito mais do que o previsto.

SINDICATO QUER AUMENTAR O RITMO DE AFERIÇÕES

O secretário-geral do Siemaco-Rio, Antonio Carlos da Silva, afirmou que pretende aumentar o número de visitas para finalizar as aferições no menor tempo possível. “Lembrando que o previsto na audiência do MPT foi que este trabalho levaria um tempo total de aproximadamente seis meses, mas a nossa diretoria pretende reduzir esse tempo e cumprir o compromisso de honra assumido com o trabalhador. Vamos nos reunir com a Comlurb para definir o aumento dessas visitas”, ressaltou Antonio Carlos.

O diretor do Sindicato responsável pela pasta de Saúde e Segurança do Trabalhador, Olímpio Barroso, relatou que a média está melhor do que o esperado, mesmo com graves contratempos.

“Todos sabem que o Município do Rio de Janeiro tem inúmeras áreas de risco e nossa equipe tem enfrentado situações graves, incluindo tiroteio. Mesmo assim, não deixamos de realizar nenhuma aferição e temos uma agenda de mês bastante cronometrada. Quando ocorre algum contratempo, interrompemos o trabalho no local onde começamos naquele dia e continuamos em outra unidade. Aquela escola paralisada passa para a agenda do mês seguinte”, relatou Olímpio.

Outro contratempo encontrado pelo Siemaco está relacionado a problemas funcionais e de infraestrutura do próprio local a ser vistoriado. Mês passado, uma escola em Laranjeiras teve as medições interrompidas por causa de um vazamento de gás. A diretora da unidade pediu um prazo ao Sindicato de dois meses para restabelecer a tubulação e refazer a medição.

Para a realização de cada vistoria, são conduzidos ao local dois funcionários do Siemaco-Rio, um da empresa terceirizada, com os equipamentos de medição (custeados pelo Sindicato) e um técnico da Comlurb. O trabalho é realizado em cerca de sete horas, pois uma hora é o tempo de medição do aparelho de calor (IBUTG - mede o estresse térmico) e 6 horas para o instrumento que fica no braço do trabalhador (Dosímetro - mede o ruído). Dessa forma, são realizadas aferições em duas escolas por dia. O diretor Olímpio Barroso lembra que as aferições começaram antes mesmo da data oficial combinada no MPT (15 de maio) com 3 escolas e 5 gerências vistoriadas.